segunda-feira, 28 de julho de 2008

O dinheiro da URP – NÃO é nosso, o seu uso é legal?


Manifestação recebida por esse Conselho Fiscal do SINTECT-RS de um sindicalizado, sobre os valores referentes à URP e sobre o seu uso:

'Senhores:

Talvez tenha passado - quase que imperceptível - pelos presentes na assembléia da continuação da greve, na data de 08/07/2008, realizada na Igreja Pompéia, mas foi percebida pelos mais atentos, certa manobra por parte da direção do sindicato, na direção da votação do uso ou não de uma verba da URP.
Essa verba estaria disponível na CEF (Valor de R$50.000,00) referente à URP que foi pleiteada judicialmente e ganha por alguns colegas, os quais não haviam procurado junto ao sindicato tal valor - por motivos desconhecidos.
Segundo o diretor, “uns morreram”, “outros foram demitidos”... Enfim, pelo que foi dito, dificilmente será pleiteado...
Relato a seguir os fatos, como aconteceram na assembléia:
Tomou a palavra um dos dirigentes do sindicato (João), o qual veio a público explanar “certas dificuldades financeiras” vividas pelo SINTECT-RS, ao mesmo tempo em que relatava a existência do valor de R$ 50.00,00 (cinqüenta mil reais). Valor referente à URP, ganha por colegas, desde 1998 e, como estes, até o presente, não teriam procurado a entidade sindical para ressarcimento, e que tais valores encontravam-se “parados” na CEF. Pleiteava o dirigente, a aprovação do uso de tais valores na atual campanha salarial, a fim de custear despesas com a greve, colocando em votação, a aprovação ou não do uso deste erário.
O fato mais inusitado foi percebido logo a seguir, pois se aproveitando do discurso do diretor Raupp, o qual todos sabemos, tem executado um trabalho hercúleo e incontestável diante da categoria, no momento em que se irradiou a votação, por parte do diretor João, nos seguintes termos:
· Em regime de votação, quem REJEITA a proposta de usar esse valor para custeio das despesas do sindicato, lembrando que tal valor será devolvido?
· Em resposta, uma grande quantidade de presentes REJEITOU a proposta...
· Ato contínuo: Agora, quem APROVA o uso da verba?
· Acredito que a mesma quantidade dos que rejeitaram levantaram a mão, pois decorreram exatos 28 segundos, até a terceira pergunta: Quem se abstém?
· Poucos se manifestaram com o gesto.
· Praticamente inviável a contagem, dado ao tempo decorrido, cujo burburinho foi interrompido com a seguinte frase do dirigente (João):
· “- Então está decidido, vamos usar a verba!”

Praticamente foi forçada tal votação, motivo pelo qual, pergunto:
- E as viúvas destes colegas, não têm direito?
- E os que não mais estão na empresa, foram informados?
A grande dúvida é:
- Será devolvido o valor integral corrigido monetariamente?
Não podemos, em hipótese alguma, brindar os oponentes com estas dúvidas, pois este dinheiro, certamente, NÃO PERTENCE ao sindicato, e como tal, jamais deveria ter sido posto em votação o seu uso.'

Onesio Paz Soares
Ecetista Sindicalizado, presente na Assembléia e na GREVE
CTC Sertório

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Diretora Vera Vaghetti - Conselheira Fiscal concede entrevista durante a GREVE






CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 10 DE JULHO DE 2008

Gaúchos esperam 1 milhão de cartas
Apesar de a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) garantir que só 10% dos servidores aderiram à greve, um milhão de correspondências ainda não chegaram aos destinatários gaúchos. De outro lado, os trabalhadores, que decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado, asseguram que o volume retido é bem maior. Ontem, eles voltaram a realizar piquetes junto ao portão de acesso ao Centro de Operações Postais.
Mesma medida já havia sido adotada na noite de terça-feira, havendo necessidade de intervenção de efetivo do Batalhão de Operações Especiais para garantir a movimentação da frota da ECT.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Rider Nogueira de Brito, propôs à categoria interromper a greve ao menos até o final do mês. A intenção é promover reuniões informais semanais durante o mês de julho, em busca de uma solução ao 'conflito'.
O ministro agendou audiência para a próxima terça-feira, quando os representantes dos servidores da ECT decidirão se aceitam a proposta. Conforme a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os servidores do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Amapá não aderiram à paralisação. Já em Roraima, os trabalhadores decidiram retomar as atividades.
A conselheira fiscal do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos (Sintec/RS), Vera Vaghetti, disse que a categoria está insatisfeita com o plano de cargos e salários proposto pela empresa. A alegação é que, desde junho, a ECT reduziu o adicional de risco de 30% pago sobre o salário dos carteiros. Outro impasse é a proposta de substituição do cargo de carteiro pelo de agente. Segundo ela, há a manutenção de 30% do quadro em atividade para evitar que o movimento seja considerado abusivo.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/jornal/A113/N284/html/VersaoIntegral.html

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Diretor do SINTECT-RS - membro do Conselho Fiscal reforça a posição pela transparência das Contas da entidade


Caros colegas e companheiros,
Agradeço a todos que estão solidários comigo e comungam das mesmas idéias, ou seja, de dar mais transparência nas contas do SINTECT-RS e de defender os interesses da categoria.
O apoio recebido pela base e por diversos SINTECTs do Brasil só reforçam que não estou errado e que devo continuar o meu trabalho junto aos membros do Conselho Fiscal, com o mesmo afinco e imparcialidade de sempre. Às vezes, quando algumas coisas acontecem, a gente fica frustrado e até revoltado. A minha expulsão da Chapa 1 (Conlutas) do SINTECT-RS, com apoio de alguns diretores da chapa 2, me incomodou muito, mas, em compensação, me fez ver o quanto a categoria está longe de ter um sindicato com uma direção que realmente mereça, que realmente pense e aja em prol dos nossos interesses.
Estou fazendo a minha parte assim, como diretores da chapas 3 e 4 e alguns da chapa 2, também.
Tem gente dentro do sindicato que briga pela categoria, mas esbarra na politicagem que alguns praticam (Psol, PSTU e Conlutas), desviando assim o foco e dificultando muitas ações.
Para que possam ter uma idéia, prestem bem atenção no que os diretores da Chapa 1 (Conlutas) me propuseram na reunião que culminou com as minha expulsão: que eu declarasse no jornal da Conlutas, jornal que, para mim - não tem valor nenhum para a categoria - que o que eu havia falado na Assembléia do dia 29/05 era mentira, que teria sido induzido pelo Diretor Vital (chapa 3) e a CUT e que eu deveria fazer um pronunciamento na primeira assembléia que ocorrer com o mesmo teor do jornal da Conlutas. Aí, então, eles me reintegrariam à Chapa 1 (Conlutas). Pasmem! Por essa eu não esperava, ter que mentir para a categoria para poder voltar para uma chapa composta por diretores que adotam esta postura diante do assunto em que a ética deveria prevalecer.
Isso vai de encontro ao meus princípios e jamais me prestaria a tamanho descalabro!

Acredito que isso pode mudar! O importante é que a categoria se faça mais presente nas assembléias e acompanhem mais de perto o andamento de tudo o que diz respeito aos nossos interesses.
Não permitam que acabem com a proporcionalidade, pois, graças a ela é que tenho o apoio necessário para dar continuidade a essa luta desenfreada e acabar com o radicalismo impetrado pelo PSTU, Psol e Conlutas.
Pessoal, as coisas não vão parar por aqui.
Existe muito mais “caroço nesse angu” e no momento certo, com provas já existentes, estaremos divulgando a toda a classe trabalhadora dos Correios e esta decidirá o destino do sindicato.
Como já disse antes, estou fazendo a minha parte, contem comigo.

Sandro Bampi
Diretor SINTECT-RS – eleito pela Chapa 1
Membro do Conselho Fiscal – SINTECT-RS


Foto obtida na Tribuna Livre da Cãmara dos Vereadores de São Leopoldo/RS, jun/2008.